
O método
A Europa e a Ásia funcionam com dois sistemas operativos diferentes. A maioria dos projetos falha precisamente na costura.
A firma existe para fechar essa costura. O seu método começa antes de a feira estar reservada, o mercado escolhido ou a hipótese cara já paga. Resume-se em três palavras, e cada uma é um capítulo do mesmo mandato.
Entrar num mercado estrangeiro quase nunca é um projeto. São três.
Três camadas, uma só responsabilidade
Quem presta serviços costuma dominar uma só camada. Os responsáveis da firma trabalharam nas três, do lado de quem compra e do lado de quem executa. A decisão estratégica e o sistema de sourcing são conduzidos pela firma de ponta a ponta; a posição comercial constrói-se em conjunto com a equipa do cliente.
Camada 01 ~ a firma lidera
Decisão estratégica
Que mercado, porquê, quando. Como repartir a joint venture. Que hipótese compensa e qual não compensa. Onde investir tempo antes de investir capital.
Camada 02 ~ construída com o cliente
Posição comercial
Quem compra no novo mercado, por que canal, a que preço. E, do outro lado, uma marca por construir e uma equipa operacional.
Camada 03 ~ a firma gere
Sistema de sourcing
Verificação de fornecedores, pedidos de cotação, auditorias de amostras, controlo de qualidade, logística. Do briefing à mercadoria entregue, com estrutura e sem improviso.

Capítulo um ~ antes de se comprar ou construir seja o que for
intention
O rumo, dito com clareza suficiente para se poder agir.
Arquitetura estratégica do projeto
A maioria das empresas tem o seu rumo apenas implícito e nunca o escreveu numa só frase. E, no entanto, é essa frase que decide tudo o que vem depois. Cada mandato começa aí: que mercado, por que razão, em que momento, e que hipótese tem de compensar antes de se comprometer capital.
Todo o projeto tem uma fase preparatória. Alguém faz o trabalho de base: a pesquisa estratégica, a validação de fornecedores, negociações cujos resultados se aguentam, o mapa de requisitos regulamentares. Esse trabalho custa dinheiro, e não deve ser pago à comissão de sucesso. A preparação paga-se a preço de custo; o crescimento que vem depois, por resultados. Saltar esta fase é a poupança mais cara que um projeto pode fazer.
- Por trás de «queremos exportar» estão normalmente outras cinco necessidades: validar uma ideia, alimentar um pipeline, ganhar visibilidade, encontrar um parceiro ou, simplesmente, aprender. Uma feira só responde a algumas.
- Primeiro a estrutura, depois o conteúdo: o modelo de remuneração fica acordado antes de o trabalho começar. Uma estratégia corrige-se pelo caminho. Uma remuneração mal alinhada, não.

Capítulo dois ~ o trabalho que não se faz à distância
attention
Encontrar aquilo de que o projeto realmente precisa. No terreno, em pessoa.
Construção operacional
Os produtos, os fornecedores, as linhas que complementam o que já se vende, e os parceiros sem os quais essa passagem não se faz. Aqui tudo depende de estar presente dos dois lados e de relações que só nascem em pessoa. Uma fábrica não é uma rubrica das compras. É um parceiro, e as condições aguentam-se mais tempo quando a relação veio primeiro. Primeiro a confiança, depois o contrato: com um fornecedor como com um cliente.
Seis números que sobreviveram ao contacto com o mercado
Entrada no mercado dos EUA
500 mil € mínimo por ano
Abaixo desse valor, o dinheiro acaba antes de se perceber o mercado.
Preparação para a China
18 a 24 meses para uma entrada a sério
A confiança constrói-se em anos, não em semanas.
No terreno, não à secretária
3 dias na principal feira do setor
Valem mais do que três semanas de pesquisa à secretária. Nada os substitui.
Sucesso numa feira
80% decide-se fora do stand
Nas seis semanas anteriores e nos catorze dias seguintes.
Ciclo de venda DACH
9 meses ciclo B2B médio
É preciso tesouraria para o aguentar. Primeiro a confiança, depois o contrato: isso leva tempo.
Prazo de seguimento
48 h após o primeiro contacto
Depois disso, já ninguém se lembra. O prazo é o prazo.

Capítulo três ~ manter a posição depois de conquistada
retention
Um produto que chega uma vez é uma expedição. Um produto que mantém o seu lugar é um negócio.
Gestão ativa do crescimento
Levar um produto ao mercado é uma coisa. Manter a posição é outra. A diferença está no que se constrói à volta do produto: o ritmo de reposição, a segunda fonte identificada antes de sair a primeira encomenda, a capacidade reservada, a parceria que passa a ser a forma normal de trabalhar. A firma põe o seu tempo e o seu próprio ecossistema ao serviço do impulso comercial do cliente também depois do lançamento, não só antes.
- Um custo mais baixo em cada reposição, graças a relações diretas com os fabricantes. Numa primeira encomenda auditada, a redução situa-se normalmente entre 12 e 22 por cento.
- Crescer em volume sobre um fornecimento verificado e seguro: uma cadeia principal e outra de reserva. Nunca uma só fábrica, uma só expedição, um só ponto fraco.
- Transparência total: contactos com fornecedores, decomposição de preços, estrutura de margens e dados de qualidade, visíveis para o cliente em tempo real.
- Crescer em conjunto: a parceria passa a ser a forma normal de trabalhar, com uma cláusula de saída que qualquer das partes pode acionar mediante pré-aviso.
Rigor onde a análise o exige. Humanidade onde as decisões se tomam.
Porquê este nome
sentiention é o método: intention, attention, retention. As três palavras descrevem o processo, e o nome contém as três. A assinatura no fundo de cada página repete a mesma promessa em quatro palavras inglesas: build on sentient connection. Um projeto aguenta-se porque as pessoas que o levam confiam umas nas outras e percebem o que estão a construir, e não apenas porque as contas batem certo.
O conhecimento é uma ferramenta, não um segredo. Por isso a firma publica o que sabe da prática, em acesso aberto, em catorze plataformas de referência, uma por material ou por mercado. E por isso cada briefing é lido por uma pessoa, com uma análise de viabilidade que regressa em 48 horas.
Os três serviços em detalhe ~ As três pessoas ~ Diga qual é o objetivo